Saiba onde o governo vai cortar para conseguir reduzir o preço do diesel

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O governo anunciou ontem corte de incentivos fiscais para exportadores e a indústria química, reonerou a folha de pagamento de 11 setores econômicos e cancelou despesas orçamentarias para programas de diversas áreas, entre as quais saúde, educação e saneamento básico.

A medida foi tomada para custear o subsídio de R$ 13,5 bilhões destinado a reduzir em R$ 0,46 o preço do óleo diesel, conforme prevê o acordo feito com os caminhoneiros para encerrar greve da categoria.

Da redução do preço do combustível, R$ 0,16 virão do fim da cobrança da Contribuição sobre o Domínio Econômico (Cide) e da diminuição da incidência de PIS-Cofins sobre o combustível.

Essas medidas custarão R$ 4,01 bilhões aos cofres públicos.

Para compensar essas perdas, a Receita Federal acabou com Regime Especial da Indústria Química (Reiq) e diminuiu a alíquota de restituição do Reintegra, um benefício para exportadores, de 2% para 0,1%.

Além disso, o Fisco reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de concentrados de bebidas, o que implicará queda do crédito tributário das empresas, além de reonerar a folha de pagamento de 11 segmentos.

Juntas, as medidas elevarão a arrecadação em R$ 4,01 bilhões.

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, disse que alguns dos incentivos geravam distorções.

Segundo ele, os créditos gerados aos contribuintes eram maiores do que os tributos devidos e algumas indústrias, como a de bebidas, usam os créditos dos refrigerantes para pagar menos impostos em cervejas, por exemplo.

“Quem paga a conta dos incentivos é o contribuinte. Se todos pagarem impostos, os tributos diminuem.”

Também foi aberto um crédito orçamentário especial de R$ 9,58 bilhões, por meio de medida provisória, para custear os R$ 0,30 restantes do corte do preço do diesel.

Isso será feito por meio de subvenção aos produtores de diesel, incluindo a Petrobras, e a importadores do produto.

Do total necessário à subvenção, R$ 6,2 bilhões virão do espaço que havia para o cumprimento da meta fiscal deste ano, que prevê deficit de até R$ 159 bilhões nas contas públicas.

Outros R$ 3,4 bilhões serão obtidos com o cancelamento de R$ 2,2 bilhões de recursos reservados à capitalização de empresas públicas não dependentes da União.

Além disso, foram canceladas despesas no valor de R$ 1,2 bilhão.

Entre as previsões orçamentárias canceladas, estão 40 obras públicas do Ministério dos Transportes, que custariam R$ 368,9 milhões.

O Executivo também cortou R$ 4,1 milhões do combate ao tráfico de drogas, R$ 55,1 milhões reservados a instituições de ensino superior, R$ 1,5 milhão para policiamento em rodovias federais e R$ 135 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Todos esses recursos estavam contingenciados, ou seja, com aplicação suspensa, mas, agora, serão excluídos de vez do Orçamento.

O secretário executivo do Ministério do Planejamento, Gleisson Rubin, detalhou que outros R$ 80 milhões do crédito aberto serão destinados às Forças Armadas para custear as ações de desobstrução de vias públicas.

Fonte: Correio Braziliense

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