Pais vivem drama com bebê nos EUA

IMG_8624.jpg

A próxima quarta-feira seria de festa para um casal que mora nos Estados Unidos e seus familiares que permanecem no Brasil. Neste dia 13, o pequeno João Lucca completa um aninho de vida e a festinha estava sendo preparada com alegria pelos pais, Viviane Martins dos Santos e Logans Aguiar da Cunha. A data, porém, será de angústia e expectativa.

O menino foi retirado da família pela justiça americana depois de um episódio que Viviane imaginou logo ser esclarecido. No entanto, quase 15 dias se passaram e até agora ela e o marido puderam ver o filho somente uma vez, durante uma hora.

Logans e Vivi, como a moça é chamada, eram proprietários do Cabana Lanches, no bairro Januária, em Sombrio, até irem para os Estados Unidos, há dois meses. Lá, logo começaram a trabalhar, ela em um hotel, e deixavam a criança na casa de uma babá. Tudo ia bem, até que no dia 29 de agosto teve início um pesadelo, que se arrasta até hoje. Viviane conta que por volta de 11h59min recebeu uma ligação da babá dizendo que seu filho teria acordado para almoçar com um vermelhinho no rosto.

A mãe perguntou se ele tinha febre ou algum outro sintoma e a resposta foi não, que ele estava bem. “Pedi pra que ela me mandasse uma foto dele. Ela me mandou e continuamos a conversa por mensagens de texto. Nessa foto mostrava um vermelho no rostinho dele, então fiz mais algumas perguntas e ela disse que achava que ele teria esfregado a toalhinha dele no rosto ou seria algum tipo de alergia. Não me preocupei e pedi a ela que se surgisse outra mancha ela me ligava (meu coração ficou apertado e eu não sabia o motivo)”, escreveu Viviane em seu Facebook.

Mais tarde, em nova conversa com a cuidadora, a mãe diz ter sido informada de que tinham surgido outras manchas, o que a deixou angustiada. Ao chegar para buscar o bebê, a sombriense se assustou: “meu filho tinha manchas vermelhas e algumas manchas roxas por quase todo o rostinho. Perguntei o que tinha acontecido, ela disse que não tinha acontecido nada e que ela achava que aquilo podia ser alergia ou uma infecção no sangue. Eu confesso que estava em estado de choque”. Antes de sair da casa da babá, Viviane foi trocar a fralda de João Lucca e contou ter visto uma marca na barriguinha, perto da costela, que aparentava ser de dedos.

“Coloquei meu filho no carro e no caminho liguei pro meu marido desesperada e disse que iria no serviço dele”, descreveu. O casal fez um vídeo dos hematomas e Logans queria ir até a casa da babá, mas a mãe preferiu seguir para um hospital pedir ajuda.

As enfermeiras queriam saber o que tinha acontecido com o menino e a mãe disse que não sabia, elas então pediram nome, telefone e endereço da babá. Durante o tempo em que ficou sob cuidado médico, os pais não puderam ver o filho, e depois o caso foi enviado a um órgão responsável por crianças. João Lucca então seguiu para uma família substituta. “Eles tomaram a tutela do meu filho e o desespero tomou conta de mim e de meu esposo”, desabafou Viviane.

Esperança

Durante este período, o caso foi mantido em sigilo pelo casal e suas famílias em Sombrio. Eles esperaram em silêncio até a quinta-feira passada, quando haveria uma audiência na justiça. A expectativa era de que João Lucca fosse devolvido aos pais. Só que, de acordo com Viviane, a audiência não aconteceu por falta de um intérprete. Foi aí que ela resolveu tornar a história pública e pedir ajuda.

Em Sombrio, o pai de Vivi, João Pereira dos Santos, e a irmã, Laisiani, acompanham o desenrolar do drama com sentimento de impotência. Emocionado, João mostra os vídeos com as imagens do único neto com as marcas no rosto, e do reencontro dele com os pais, enviados pela filha. Viviane e Logans puderam ver o bebê por uma hora, no dia da audiência. “Ela também nos enviou os ‘prints’ das conversas com a babá. E o advogado tentou mostrar tudo a juíza na semana passada, mas ela recusou sem a presença de um intérprete”, afirma Laisiani.

Nesta quinta-feira, está marcada uma nova audiência e a família espera que o caso seja encerrado com final feliz. Se não for, a intenção é começar uma mobilização em busca de ajuda das autoridades brasileiras.

Fonte: Marivânia Farias/Grupo Correio do Sul

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *