Com vídeo: Vereador de Araranguá acusa polícia de ‘roubar’ a população

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A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Araranguá foi marcada por polêmica na noite de ontem.

No momento da palavra livre, uma colocação do vereador Pedro Paulo de Souza, o Paulinho, (PSD) chocou a população presente e os colegas de legislatura.

O legislador e funcionário público tocou no assunto da Segurança Pública após a aprovação de uma moção e requerimento que solicita que os dois delegados de polícia, Wellington Marlon Bosse (CPP) e Vandilson Moreira da Silva (1ªDP) não fossem transferidos para outras regiões, como anunciado pela Secretaria de Segurança Pública.

Aprovada, os vereadores reforçaram o apoio ao pedido em suas falas.

Já Paulinho criticou o trabalho das polícias, Militar e Civil. “Existe uma fábrica de multas em Araranguá, em horário comercial. Em cada esquina existe uma blitz já com um ‘guinchinho’. O que tem feito a Polícia Militar? Só roubando a sociedade? O que tem feito a Polícia Civil, tem investigado?”

E ele disse mais: “Só neste ano, três vereadores já foram furtados, temos certeza que a Polícia Militar e Civil estão cumprindo a sua função? A polícia é a responsável pela segurança, inclusive ganham muito bem para nos proteger e não vemos resultado”.

Polícias respondem críticas

Procurada, a Polícia Militar, por meio do Comandante da 19ª Companhia, Coronel Maike Adriano Valgas, lamentou a posição do vereador araranguaense.

“Nosso dia a dia é a resposta para todas estas acusações, somos uma corporação transparente e não precisamos provar o que realizamos pela sociedade”.

Para quem busca saber o que é realizado, há números disponíveis. “Nós temos dados estatísticos para apresentar. Em nossa região temos mais de 250 policiais militares e em Araranguá, o número passa de 90”.

O delegado regional, Diego de Haro, procurado, encaminhou nota sobre a manifestação do vereador.

Acompanhe:

“O combate à violência não é tarefa apenas das polícias. E olha que as polícias trabalham e muito mesmo em condições não ideais. Isso vai ao encontro com o que eu havia falado na Câmara de Vereadores no evento da Campanha da Fraternidade. Violência não se combate apenas com penas graves (também de combate) e repressão (estamos fazendo e muito), mas com qualidade de serviço, relações de sociabilidade de moradores, empregos, espaços públicos.

Complemento, afirmando que a certeza do castigo é melhor do que a quantia da pena. E tudo isso passa pela sociedade e por aqueles que fazem as leis em todos os âmbitos. O esforço é conjunto, se focarmos a culpa naquele órgão ou em outro, as coisas não vão melhorar. Como mencionei uma vez, volto a repetir a frase de Santo Agostinho: ‘A esperança tem duas filhas lindas, a indignação e a coragem. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão, a coragem a mudá-las. Todos tem que se mexer’.

Sobre as multas, a atuação não compete a Polícia Civil”.

Fonte: Eduardo Souza/Revista W3

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