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Moradora de Laguna assassinada em chacina no RS é sepultada

14/08/2019

Sabrina Cardoso dos Reis, de 34 anos, é uma das vítimas de um tiroteio registrado na madrugada de sábado, dia 10, em uma boate às margens da RSC-101, no bairro Solidão, no interior de Mostardas, cidade que fica a 222 km de Porto Alegre, capital gaúcha.

Ela era moradora de Laguna.

Segundo informações obtidas pela reportagem do Portal Agora Laguna, a vítima lagunense chegou a ser resgatada com vida, mas morreu a caminho do hospital.

Além de Sabrina, morreram Bruna Jaqueline dos Santos Dutra, 27 anos, Guilherme Lemos Costa, 20, José Antônio Colares Machado, 73, e Marcelo Marques da Silva.

Nenhum tem antecedentes criminais.

A Brigada Militar disse que dois homens e duas mulheres foram encaminhados em estado grave para casas hospitalares da capital do estado.

O crime ocorreu por volta de 1h, três atiradores entraram no local e dispararam contra funcionários e frequentadores da boate.

“São várias possibilidades; Estamos trabalhando no local com uma equipe do IGP para tentar descobrir a motivação destes crimes; O que sabemos é que são vários atiradores, com calibres diferentes; Não descartamos o envolvimento com o tráfico de drogas”, explicou o delegado João Henrique Gomes.

Sabrina morava no bairro Magalhães e deixou quatro filhos.

Antes de morar em Laguna, residiu por algum tempo em São Paulo e em Garopaba.

O velório ocorreu na Capela Mortuária São Pedro (Gomsan), no Centro Histórico, e o sepultamento no Cemitério da Cruz, em Laguna.

Conforme o delegado, a suspeita é de que o crime foi praticado por uma facção criminosa que é conhecida por práticas violentas.

"Eles tinham um alvo, mas tiveram pessoas que morreram que achamos que não tinham nada a ver; Dois homens tentaram sair do local e foram mortos", diz o delegado.

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre disse que, em casos de violência, não informa o estado de saúde de pacientes por medida de segurança.

Em um vídeo que circula nas redes é possível ouvir um tiroteio.

Conforme o delegado, a polícia trabalha com a hipótese de as imagens serem da chacina.

Elas estão sendo analisadas nas investigações.

"As falas no vídeo nos levam a crer, bem como os vídeos começaram a circular após a chacina, ou seja, quem filmou tinha que mostrar para alguém", afirma Guerreiro.

No vídeo, os suspeitos entram gritando "deita, deita que é a polícia".

Depois de efetuarem vários disparos de arma de fogo, um dos suspeitos diz ao sair do local: "Matei dois".

A Polícia Civil ainda não sabe ao certo quantas pessoas estão envolvidas no crime, mas acredita que eram três ou quatro atiradores.

"Estamos analisando todos os vestígios e indícios; É uma investigação complexa e muito ampla no momento", diz o delegado.

Fonte: Agora Laguna e G1
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