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Familiares de detentos realizam manifestações contra mudança nos dias de visita

18/07/2019

A quarta-feira foi marcada por protestos dos familiares de detentos do Presídio Santa Augusta, em Criciúma.

Em uma ação pacífica, munidos com cartazes, os manifestantes - a grande maioria mulheres -, foram para frente da unidade prisional e também do Fórum.

O objetivo é evitar a mudança no horário de visitas que, somente do final de semana, passará a ser realizada de forma fragmentada, de segunda a sexta-feira.

Sábado e domingo será destinado para os presos do regime semiaberto.

Os manifestantes alegam que durante a semana não conseguirão visitar os reclusos, por conta do trabalho, caracterizando como sendo uma decisão arbitrária por parte da administração do presídio.

Inclusive já teria um abaixo-assinado para evitar a mudança com mais de 400 assinaturas.

Em entrevista à RTV (Canal 19), a juíza da Vara de Execuções Penais de Criciúma, Débora Driwin Rieger Zanini, ressaltou que assinala a decisão da administração do presídio e explicou o porquê.

“Ora, se alegam o fato de não conseguirem visitar seu ente querido que está recluso em dia de semana porque estão trabalhando, então porque estão fazendo manifestação em plena quarta-feira à tarde? Acredito que conversando com o patrão, remanejando horários, elas conseguem sim visitar nesses dias, acredito que não seja tão difícil isso”, colocou a magistrada.

A juíza disse que a medida é necessária para estabelecer a ordem pública, sendo uma questão de segurança.

“O interesse da coletividade deve ser maior do que de alguns familiares divergentes; O tráfico estava ocorrendo em sua plenitude nos horários de visitas no fim de semana, que chega a registrar em um dia de 300 a 380 visitantes no pátio do presídio, fora os presos; É muita gente, não tem recurso para fiscalizar; Sem falar a questão da apreensão de celulares; Chegou ao absurdo de um preso, em uma audiência, reclamar que não aguentava mais o cheiro de maconha, É um absurdo; Pelo restabelecimento da ordem social, eu estou com a decisão do presídio; Tem muitos visitantes de bem, mas alguns que aproveitam a situação para entrar com drogas, com celular; Está uma realidade caótica; Por isso a necessidade de diluir as revistas, por uma questão de segurança e para moralizar; Não podemos deixar entrar drogas, celulares e não fazermos nada, A fiscalização fica muito difícil, quase impossível”, conclui a magistrada.

Foto: Rafaela Custódio/Engeplus
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