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Após prestar depoimento, prefeito de Florianópolis é solto

19/06/2019

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido), preso na Operação Chabu, da Polícia Federal, foi liberado na noite desta terça-feira (18) depois de prestar depoimento.

A operação investiga a violação de sigilo de operações policiais em Santa Catarina.

Os motivos da prisão de Loureiro, ocorrida na manhã desta terça, não foram informados pela PF e pelo TRF4.

Além do prefeito, outras seis pessoas foram presas temporariamente: Fernando Caieron, delegado da PF, preso em Porto Alegre (RS).

Marcelo Roberto Paiva Winter, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), diretor de comunicação do Sindicato dos Policiais Rodoviários de Santa Catarina (SINPRF-SC).

Luciano Veloso Lima, que foi secretário da Casa Civil no governo de Eduardo Moreira (MDB).

Hélio Sant'Anna e Silva Júnior, delegado aposentado da Polícia Federal.

José Augusto Alves, empresário.

Luciano da Cunha Teixeira.

A apuração aponta para os crimes de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, e tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa.

Após analisar os materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, deflagrada em agosto de 2018, a PF apurou que o grupo suspeito na ocasião construiu uma rede com núcleo político, empresários, e servidores da PF e da PRF lotados em órgão de inteligência e investigação, para dificultar investigações em curso.

Haveria ainda intenção de proteger o núcleo político em troca de vantagens financeiras e políticas.

A PF afirma que as investigações apontaram para desde crimes de vazamento de informações sobre operações policiais ainda sem terem sido deflagradas até o contrabando de equipamentos de contra inteligência para montar 'salas seguras' à prova de monitoramento em órgãos públicos e empresas.

As prisões temporárias foram determinadas pelo desembargador Leandro Paulsen, do TRF4.

O magistrado proibiu o prefeito de qualquer contato com outros envolvidos na operação, além do recolhimento do passaporte e que Loureiro não saia do estado.

Os investigados também estão proibidos de comunicarem entre si e de sair do estado.

Deverão ainda comparecer ao juízo de Florianópolis mensalmente.

O magistrado proibiu ainda Hélio Sant'Anna e Silva Júnior, Fernando Caieron e Marcelo Roberto Paiva Winter de acessar as dependências de qualquer sede policial, inclusive da PF.

Winter e Caieron ainda tiveram a suspensão do exercício da função pública, sem prejuízo aos vencimentos.

A reportagem não localizou a defesa de Fernando Caieron.

A Polícia Federal informou que não vai se manifestar com relação ao citado.

A defesa de Luciano Veloso Lima, Rubens Cabral Faria Junior, disse que o ex-secretário foi pego de surpresa pela operação e prestou depoimento até as 11h30 na Polícia Federal.

O advogado ainda diz que prisão "não explicita os delitos e que a é arbitrária porque os fatos são frágeis".

A assessoria de imprensa do SINPRF-SC disse que irá se manifestar sobre a prisão de Marcelo Roberto Paiva Winter depois de ter acesso aos autos.

A PRF afirmou que ficou sabendo da operação nesta manhã e que a Corregedoria da instituição busca informações junto à PF para se manifestar.

Em nota, a empresa Grupo Nexxera disse que "não sabe do que se trata essa operação, pois é uma fase de investigação e provas; Estamos confortáveis e vamos contribuir com o que for preciso com as autoridades".

Fonte: G1SC
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