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Autoridades da Saúde em alerta após morte de macaco no Sul

Autoridades da Saúde em alerta após morte de macaco no Sul
Um macaco encontrado morto em Urussanga nos últimos dias preocupa as autoridades de saúde dos municípios.

O animal foi encontrado na última sexta-feira por uma moradora da localidade do interior, mas as autoridades só foram informadas nessa segunda-feira.

Segundo o gerente Regional de Saúde, Fernando de Fáveri, o macaco já estava em processo de decomposição e, por isso, não foi possível coletar amostras e fazer exames laboratoriais para saber a causa da morte do animal.

"A moradora relatou que também viu outros dois macacos mortos cerca de um mês atrás", comenta.

Segundo o gerente Regional de Saúde, a situação causa preocupação já que o vírus da febre amarela está no Estado.

"Reforçamos para que todos os moradores aqui da região da Amrec, que fazem parte do grupo de risco e que ainda não fizeram a vacina, que procurem uma Unidade Básica de Saúde", solicita.

Segundo Fáveri, a faixa etária do grupo é acima de 9 meses e abaixo de 50 anos.

Ao todo, 92 salas de saúde estão à disposição para a vacina.

A meta de vacinação é de 322 mil pessoas.

"Ainda restam 124 mil pessoas para serem vacinadas", contabiliza.

Fáveri ainda ressalta que, ao avistar um macaco fora do habitat natural (nas copas das árvores), ou morto, ou até mesmo avistar ossada de macaco, que as pessoas informem as autoridades de saúde.

"As secretarias de Saúde, ou um posto de saúde, para que possamos investigar o porquê; o macaco é tão vítima quanto nós; ele não transmite a doença, mas é o primeiro a adoecer, porque o mosquito transmite nas matas então o macaco quando picado em poucos dias vai a óbito", explica.

A febre amarela é uma doença que não tem cura e pode levar os humanos à morte.

Ela causa problemas hepáticos, renais e cardíacos, de acordo com Fáveri.

"Já temos confirmação de febre amarela em Santa Catarina; um jovem de 37 anos que foi a óbito e também temos confirmação de macaco morto no Estado com o vírus da febre amarela; todo o cuidado é pouco", alerta.

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV), da Secretaria de Estado da Saúde, confirmou o registro da primeira morte de macaco por febre amarela no Estado.

A coleta do material para análise foi feita no dia 20 de março, após um morador encontrar o macaco, da espécie bugio, morto em uma área de mata no município de Garuva, no Norte do Estado.

As amostras foram encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen) e seguiram para a Fiocruz, do Paraná, laboratório de referência para o Estado.

Os macacos não transmitem a febre amarela.

Eles são vítimas da doença e sinalizam a circulação do vírus na região.

Por isso, ao encontrar um macaco doente ou morto, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deve ser comunicada imediatamente.

A primeira morte por febre amarela também já foi confirmada em Santa Catarina.

Trata-se de um homem, de 36 anos, que morava em Joinville.

Ele não tinha registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI).

O caso foi confirmado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC).

O último registro de morte por febre amarela no estado foi em 1966.

Fonte: Jessica Rosso/Engeplus
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