Faltas em consultas geram prejuízos de R$ 1,3 milhão a Criciúma

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Foto: Émerson Justo / Decom

Não comparecer a uma consulta agendada gera prejuízos ao poder público e aos moradores. Somente no ano de 2016, em consultas especializadas, estima-se que a Prefeitura de Criciúma gastou aproximadamente R$ 1,3 milhão em salários pagos, sem retorno em atendimentos à comunidade. Os dados equivalem a uma falta em cada quatro consultas agendadas.

Em média, de 9,6 mil consultas marcadas por mês com especialistas, 2,4 mil pacientes não comparecem ao atendimento. De acordo com o gerente da Central de Agendamento de Criciúma, Cláudio Rosso Netto, os índices de faltas aumentam em consultas com urologistas, cardiologistas, neurologistas e nutricionistas. “Se as pessoas que não compareceram às consultas não tivessem realizado os agendamentos, os pacientes esperariam de dois a três meses a menos para serem atendidos. As filas de espera são longas nas especialidades em que há mais registros de faltas”, ressalta.

Conforme o gerente, devido a possibilidade de agendar consultas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o poder público não pode aplicar multas ou quaisquer outras penalidades. “Por não haver custos aos pacientes gera descaso com as consultas. As pessoas não justificam as faltas, mas os motivos mais recorrentes são por esquecimento ou por dificuldade de mobilidade, o que impede a pessoa de ir até o local”, relata. O paciente que deseja remarcar a consulta é realocado no final da fila de espera.

Para calcular os prejuízos, a Administração Municipal considerou apenas o gasto financeiro com especialistas, sem calcular custos de manutenção de equipamentos. “Em média, os funcionários recebem R$ 5,6 mil por mês. Esse número foi dividido pelas consultas marcadas mensalmente, onde chegamos ao valor de R$ 46,60 desperdiçados por falta, devido o especialista receber sem estar atendendo”, explica Netto.

O gerente da Central de Agendamento considera que para chegar a um número tolerável de ausências em consultas no município, é necessário reduzir o índice de 25% para 5%. “É aceitável as faltas em que os moradores precisam de transporte, solicitam, mas não conseguem o horário necessário”, afirma Netto. “Apresentei um projeto de teleagendamento na gestão anterior, algo semelhante ao telemarketing, em que é feito ligações diretamente aos pacientes no dia anterior a consulta, porém não foi aprovado devido o custo que geraria, em meio à crise financeira. Ainda levarei a proposta para a nova gestão”, finaliza.

 

Texto: Émerson Justo / Comunicação Criciúma

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